É inegável. O Judiciário brasileiro poderia funcionar melhor e ser mais efetivo se nós, magistrados, tivéssemos boas condições de trabalho. Não estamos reivindicando o máximo, mas o mínimo, quais sejam, mais funcionários, estrutura física adequada, acesso às novas tecnologias de informática e juízes em número suficiente para atender à demanda processual.
Sou um veemente defensor de que o magistrado precisa estar preparado para executar uma boa gestão na sua unidade judicial, mas, para que isso se concretize a contento, o juiz precisa dispor de ferramentas de trabalho eficientes. Este meu posicionamento se consolida no momento em que o CNJ define como meta para 2010 a capacitação dos magistrados de todo o país para o exercício da gestão administrativa.
Gervásio Protásio dos Santos - O Estadao de S.Paulo - 19/09/2009
O sociólogo Leonardo Boff brindou-nos com um conceito que muito bem retrata os anseios de uma sociedade ávida por mudanças. Disse ele: "A democracia é o sistema pelo qual se estabelece a igualdade entre todos os que se acham em uma mesma situação, para que decidam sobre o seu destino comum, já que tudo o que interessa a todos deve ser decidido por todos."
Em boa hora a bem formulada frase de Leonardo Boff nos leva a refletir sobre o Poder Judiciário e o clamor para que sejam estabelecidos parâmetros democráticos de escolha de seus dirigentes, afinal, a Justiça encontra-se rodeada de desafios e o maior deles é a sua própria administração.