O ano de 2012 se iniciou com um interesse incomum da mídia sobre o Poder Judiciário, e, em muitas das vezes, extraindo conclusões disparatadas, demonstrando desconhecimento sobre o universo tratado.         


Um exemplo claro: as decisões liminares dos Ministros Marco Aurélio e Ricardo Lewandoski, proferidas no último dia antes do recesso do STF, em ações propostas pela AMB, colocaram a Magistratura, as Associações de classe, a Corregedora Nacional e o CNJ no centro do debate da vida nacional. Muito se leu e ouviu na imprensa sobre este assunto. É chegado o momento de firmar posições claras.

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Há um ditado popular no interior do Nordeste que diz: “em casa que falta pão, todos brigam e ninguém tem razão”. Lembrei-me dele ao ler as entrevistas do Ministro Cesar Peluso, presidente do Supremo Tribunal Federal, e Ophir Cavalcante, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, ambas concedidas ao Jornal “Estado de São Paulo”, no final de 2010.

Os dois, ao seu tempo e do alto de seus cargos, expressaram as suas opiniões sobre o principal problema do Poder Judiciário. Respeito-as. Afinal, são homens que têm sobre os seus ombros enormes responsabilidades de promover medidas para melhorar o serviço da Justiça, cada um no seu espaço.

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Após duas gestões consecutivas à frente da Associação dos Magistrados do Maranhão – AMMA - retomarei em breve a minha atividade jurisdicional. Levo na bagagem quatro anos de experiências enriquecedoras no âmbito do associativismo estadual e nacional.

Compartilho agora com os leitores do meu blog a entrevista veiculada esta semana no informativo da AMMA, na qual pontuo o que significou os quatro anos de experiência no associativismo da magistratura e a disputa pela presidência da AMB.

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O American Heritage Dictionary define o macarthismo como "a prática política de publicar acusações de deslealdade ou subversão sem as evidências necessárias", cujo nome deriva do maior idealizador dessa política, o senador Joseph McCarthy.

Na década de 50, os perseguidos pelo macarthismo eram as pessoas que simpatizavam com o comunismo ou acusados de atividades consideradas anti-americanas que, pela ausência de uma definição específica, amoldavam-se em qualquer conduta.

Qual o paradoxo entre o macarthismo da década de 50 e o que se vê hoje  nos excessos de representações contra magistrados, propostas junto à Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça? Utiliza-se de procedimentos diferentes, porém, os resultados são muito semelhantes.

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O conservadorismo que ainda insiste em se fazer presente em alguns setores da magistratura nacional por vezes dificulta o avanço de um pensar e agir diferentes. O mais grave é que tais pensamentos arcaicos têm a capacidade de fazer ressurgir velhas tentativas de levar o associativismo ao caminho inverso da modernidade, ou seja, ao retrocesso.

Refiro-me à pretensão defendida por alguns magistrados - número inexpressivo, ressalto - de que presidente de associação deve permanecer no exercício da jurisdição enquanto durar o seu mandato. Pior ainda é saber que os defensores de tais ideias ainda se acham no direito de se intitularem “lideranças associativas”.

Que decadência, quanto retrocesso!

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Não se pode representar com eficiência uma classe profissional sem o necessário conhecimento da realidade dos membros que serão representados. Essa é a percepção que faz com que eu percorra todas as regiões do Brasil, levando na bagagem muita disposição e o compromisso de ouvir diretamente os magistrados sobre suas dificuldades, críticas e realizações.

Na semana passada eu tive a oportunidade de aprofundar meus conhecimentos sobre a realidade da magistratura nacional ao percorrer a Região Norte do país, na companhia do colega Giordane Dourado, presidente da Associação dos Magistrados do Acre – ASMAC. Visitamos os estados de Rondônia, Amapá, Pará e Amazonas.

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“Só quem sabe onde o sapato aperta é quem o está calçando”. Este dito popular muito bem se aplica ao que penso sobre o exercício da presidência de qualquer entidade representativa da magistratura. Mais do que boa vontade, é preciso coragem, determinação, conhecimento e muita, muita sensibilidade. Este é o perfil do presidente da AMB que queremos.

Ao contrário do que alguns pensam e até dizem - e todos podem dizer o que bem quiser, viva a democracia - nunca defendi que a presidência da AMB, ou de qualquer outra associação, seja exercida, exclusivamente, por juízes. Aqueles que propagam tal afirmação sem conhecerem  a minha história no associativismo apenas incentivam o divisionismo e “a guerra fria” no âmbito da magistratura, na vã tentativa de obterem dividendos políticos. Atitude infantil, arriscada e inútil.

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