Há um ditado popular que diz: “em casa de ferreiro, o espeto é de pau”. A magistratura brasileira vive hoje este dilema.
Depois de ser reconhecida internacionalmente pela excelência em conduzir eleições pelos quatro cantos do Brasil de forma equilibrada, séria e transparente, a magistratura volta a se ver fragilizada perante a opinião pública, desta vez por exposição das filigranas de suas eleições internas para a renovação da AMB. E o que é pior, o nosso algoz não é nenhum estranho, muito pelo contrário, é ente do seio da própria magistratura.
Estava tudo pronto para a eleição da AMB. A partir de 1º de novembro, magistrados de todo o país seriam partícipes de um amplo processo eleitoral interno e não apenas os seus condutores. Teríamos uma votação célere, moderna e cômoda para todos os associados. Com apenas dois cliques, em menos de um minuto já teríamos escolhido, de forma democrática, os nossos representantes na AMB. Tudo na mais perfeita segurança.