Colegas magistrados de todo o Brasil,
Chego ao final de uma longa jornada. Na verdade, de uma grande cruzada em que, ao lado de bravos companheiros, percorri todo este Brasil, estado por estado, de norte a sul, empunhando a bandeira do associativismo combativo e moderno, que clama por avanços, mais respeito e por uma magistratura melhor.
Ao final desta caminhada, posso dizer que me sinto honrado pela oportunidade de ter integrado a Chapa AMBCOMVOCÊ, na condição de presidente, e de ter colaborado para a construção do processo democrático da nossa entidade, a Associação dos Magistrados Brasileiros - a AMB. Não há que se falar em derrota, pois a conquista que obtive, quer no âmbito pessoal quanto associativo, é de um valor imensurável.
Há um ditado popular que diz: “em casa de ferreiro, o espeto é de pau”. A magistratura brasileira vive hoje este dilema. Depois de ser reconhecida internacionalmente pela excelência em conduzir eleições pelos quatro cantos do Brasil de forma equilibrada, séria e transparente, a magistratura volta a se ver fragilizada perante a opinião pública, desta vez por exposição das filigranas de suas eleições internas para a renovação da AMB. E o que é pior, o nosso algoz não é nenhum estranho, muito pelo contrário, é ente do seio da própria magistratura. Estava tudo pronto para a eleição da AMB. A partir de 1º de novembro, magistrados de todo o país seriam partícipes de um amplo processo eleitoral interno e não apenas os seus condutores. Teríamos uma votação célere, moderna e cômoda para todos os associados. Com apenas dois cliques, em menos de um minuto já teríamos escolhido, de forma democrática, os nossos representantes na AMB. Tudo na mais perfeita segurança.
Se há algo que me estimula na luta associativa é a união em torno de ideais comuns. E este sentimento eu pude constatar na última segunda-feira, 2 de agosto, quando, na condição de candidato a presidente da AMB, recebi o apoio de expressivo número de colegas magistrados de vários estados. Estava se consolidando um projeto plural que marcará a história do associavismo brasileiro.
Marcaram presença no lançamento da nossa chapa, a Chapa AMBCOMVOCÊ, no Rio de Janeiro, representantes de 22 associações estaduais de magistrados e das Amatras. Foi um momento ímpar na nossa história, por representar a construção de um associativismo democrático, plural e participativo.
Defendo que uma magistratura forte e independente requer um associativismo com pensamentos coletivos. Daí a preocupação maior da nossa chapa em consolidar uma gestão à frente da AMB com o olhar no futuro.
Nesta quinta-feira (29), visitei o Tribunal de Justiça do Paraná, na companhia de colegas que muito contribuem para o fortalecimento do associativismo no âmbito da magistratura nacional: o juiz Mozart Valadares, atual presidente da AMB, e os desembargadores Paulo Vasconcelos e Jorge Massad, ex-presidentes da Associação dos Magistrados do Paraná (Amapar).
No Tribunal, fomos recepcionados pelo presidente, desembargador Celso Rotoli; pelos vices, desembargadores Ruy de Oliveira, ex-presidente da Amapar, e Sérgio Arenard; pelo corregedor-geral, desembargador Sérgio Coelho; e pelo corregedor Noeval de Quadros. Presentes, também, vários desembargadores e juízes.
Foi um momento de reflexão e troca de ideias sobre os rumos do associativismo e as expectativas da magistratura frente aos novos desafios que se apresentam ao Judiciário. Apresentamos as propostas da Chapa AMBCOMVOCÊ e ouvimos sugestões para aprimorá-las.
O dia 2 de agosto de 2010 será especial para a magistratura brasileira. Nesta data será lançada a Chapa AMBCOMVOCÊ, na sede da AMAERJ, às 17h30. Digo especial porque estarão reunidos, no mesmo espaço, magistrados de todos os estados brasileiros, uma demonstração clara e inequívoca de que a nossa candidatura à Presidência da AMB foi construída sobre os pilares da democracia, do entendimento e da união.
A CHAPA AMBCOMVOCÊ representa aquilo que nós, magistrados que acreditamos no associativismo, sempre ansiamos: a união de forças em torno de ideais comuns.
Nós, magistrados que integramos e apoiamos a Chapa AMBCOMVOCÊ, sabemos dos desafios que teremos pela frente no próximo triênio. Serão, sim, enormes desafios, disso não temos dúvidas. Destaco como bandeiras primordiais desta caminhada, a discussão do Estatuto da Magistratura no âmbito do Congresso Nacional; a defesa da aposentadoria integral e a luta pela democratização do Judiciário.
Agenda positiva também no Rio Grande do Sul. Em dois dias de reuniões e franco diálogo com magistrados gaúchos, destaquei um dos pontos vitais da nossa proposta para a AMB: a união. Distâncias e diferenças regionais de um país imenso como o nosso, antes de nos separar, servem para nos unir, considerando que as causas maiores que movem a AMB - a preservação e defesa das prerrogativas da magistratura - são unas e indivisíveis
Foi essa a tônica da reunião que mantive, nesta quarta-feira (14), na sede administrativa da AJURIS. Ao lado dos colegas e apoiadores João Ricardo dos Santos Costa, que preside a entidade, e do assessor da Presidência, juiz Eugênio Terra, apresentei o nosso projeto para a AMB e evidenciei o papel de destaque da AJURIS em todas as conquistas obtidas pela magistratura nacional.
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PERFIL
Gervásio Protásio dos Santos é juiz de Direito da 9ª Juizado Especial Cível e das Relações de Consumo de São Luís - MA, ex-presidente da Associação dos Magistrados do Maranhão (AMMA).
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