Reunidos em Salvador, no dia 8 de julho, 17 presidentes de associações de magistrados assinaram e lançaram documento intitulado Carta de Salvador, no qual externam as mesmas preocupações que eu já venho manifestando neste blog e em outros espaços, com relação aos recentes episódios de atuação da AMB. No documento, as lideranças associativas ratificam a posição já externada nas duas primeiras reuniões do Conselho de Representantes no sentido de que a AMB não se afaste de seus fundamentos estatutários.   

O documento dos presidentes está alinhado ao meu pensamento quando, por diversas vezes, em posts neste blog, defendi uma atuação da AMB construída a partir do envolvimento de todas as associações regionais, fortalecida por um diálogo democrático. Critiquei a intervenção que a AMB, de forma autoritária, estava fazendo nos Estados, a exemplo da Bahia, Paraiba e Pernambuco, mantendo completo distanciamento das entidades regionais.

Portanto, apoio incondicionalmente a manifestação pública dos presidentes das 17 associações da magistratura, a qual eu tenho a total satisfação de dar publicidade e compartilhar com os leitores deste blog. Segue, abaixo, na íntegra:

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Exercer o associativismo democrático é estar em sintonia e convergir em uma mesma direção para que a magistratura se fortaleça e seja respeitada dentro dos parâmetros do fazer e do agir que tanto a sociedade anseia.

É isso que proponho para a AMB a partir de 2011. Uma associação cada vez mais próxima dos seus associados, razão da sua existência. Cada magistrado será estimulado a conhecer, participar e usufruir de tudo aquilo que a sua entidade representativa pode lhe oferecer.

Temos como desafio maior da nova gestão fazer a convergência dessa dualidade, reinventando a relação da magistratura com a AMB por meio de canais diretos de comunicação, entre os quais a Ouvidoria.
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Construí a minha trajetória no movimento associativo sobre três pilares: respeito aos meus colegas, sejam eles de que segmento for ou de qualquer estado; luta constante em defesa das prerrogativas da magistratura e posicionamentos democráticos.

Esta vertente do meu modo de pensar e agir não se verifica apenas hoje, a pouco mais de três meses das eleições para a presidência da AMB, cargo ao qual concorro pela Chapa AMBCOMVOCÊ, com muito orgulho. É um compromisso, firme e consolidado, de quem está engajado no movimento associativo há oito anos e faz dele não um trampolim para projetos pessoais, e sim, a construção conjunta, plural e democrática de um amplo projeto por conquistas que a magistratura tanto anseia.

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O dia 2 de agosto de 2010 será especial para a magistratura brasileira. Nesta data será lançada a Chapa AMBCOMVOCÊ, na sede da AMAERJ, às 17h30. Digo especial porque estarão reunidos, no mesmo espaço, magistrados de todos os estados brasileiros, uma demonstração clara e inequívoca de que a nossa candidatura à Presidência da AMB foi construída sobre os pilares da democracia, do entendimento e da união.

A CHAPA AMBCOMVOCÊ representa aquilo que nós, magistrados que acreditamos no associativismo, sempre ansiamos: a união de forças em torno de ideais comuns.

Nós, magistrados que integramos e apoiamos a Chapa AMBCOMVOCÊ, sabemos dos desafios que teremos pela frente no próximo triênio. Serão, sim, enormes desafios, disso não temos dúvidas. Destaco como bandeiras primordiais desta caminhada, a discussão do Estatuto da Magistratura no âmbito do Congresso Nacional; a defesa da aposentadoria integral e a luta pela democratização do Judiciário.
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Só uma candidatura construída sobre pilares democráticos será capaz de implantar, efetivamente, uma gestão plural e participativa. Esse foi o ponto principal destacado por mim nesta quinta-feira (22), ao visitar a sede da Associação dos Magistrados Mineiros (Amagis-MG), em Belo Horizonte. Na ocasião, apresentei à Diretoria as propostas da nossa chapa para a AMB.

Na Amagis, fui recebido pelo presidente, juiz Bruno Terra, e diretores. Acompanharam-me na visita, o desembargador Antonio Siqueira e a juíza Márcia Cunha, presidente e secretária-feral da Associação dos Magistrados do Rio de Janeiro (Amaerj), respectivamente, e o presidente Amagis-DF, juiz Aiston Henrique de Sousa.

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Essa tem sido uma semana importante para a construção da minha candidatura à Presidência da AMB. Cumpro uma longa agenda de compromissos com magistrados do sul do país,  iniciada na última segunda-feira (12), em Florianópolis (SC), estendendo-se, no dia seguinte, a Joinvile e Balneário Camboriu. Hoje e amanhã, no Rio Grande do Sul.

Em Florianópolis, visitei o Tribunal Regional do Trabalho de Santa Catarina, sendo muito bem recepcionado pelo presidente, desembargador Gilmar Cavalieri.  Conversamos sobre a realidade da magistratura daquele estado, trocamos informações e expus as principais metas para a gestão na AMB.

Na visita ao TRT/SC, tive a grata satisfação de ter em minha companhia os colegas João Ricardo dos Santos, presidente da Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (Ajuris); Irno Ilmar Resener, presidente da Amatra 12, e Paulo Bruschi, presidente da Associação dos Magistrados Catarinenses (AMC).

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Vejo com muita apreensão a aprovação da PEC 89/03, pelo Senado Federal, na noite desta quarta-feira. Considero que este seja um momento crítico não apenas para o Poder Judiciário, como para toda a sociedade brasileira.

A PEC, de autoria da senadora Ideli Salvatii (PT), foi aprovada por 58 senadores e prevê o fim da vitaliciedade, garantia constitucional da magistratura que, a lado da irredutibilidade de vencimentos e da inamovibilidade, é indispensável à prestação jurisdicional.   

O que está em risco não é o interesse puro e simples da magistratura, mas sim, a manutenção do Estado Democrático de Direito de uma nação livre e soberana.

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