O conservadorismo que ainda insiste em se fazer presente em alguns setores da magistratura nacional por vezes dificulta o avanço de um pensar e agir diferentes. O mais grave é que tais pensamentos arcaicos têm a capacidade de fazer ressurgir velhas tentativas de levar o associativismo ao caminho inverso da modernidade, ou seja, ao retrocesso.

Refiro-me à pretensão defendida por alguns magistrados - número inexpressivo, ressalto - de que presidente de associação deve permanecer no exercício da jurisdição enquanto durar o seu mandato. Pior ainda é saber que os defensores de tais ideias ainda se acham no direito de se intitularem “lideranças associativas”.

Que decadência, quanto retrocesso!

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Se há algo que me estimula na luta associativa é a união em torno de ideais comuns. E este sentimento eu pude constatar na última segunda-feira, 2 de agosto, quando, na condição de candidato a presidente da AMB, recebi o apoio de expressivo número de colegas magistrados de vários estados. Estava se consolidando um projeto plural que marcará a história do associavismo brasileiro.
 
Marcaram presença no lançamento da nossa chapa, a Chapa AMBCOMVOCÊ, no Rio de Janeiro, representantes de 22 associações estaduais de magistrados e das Amatras. Foi um momento ímpar na nossa história, por representar a construção de um associativismo democrático, plural e participativo.

Defendo que uma magistratura forte e independente requer um associativismo com pensamentos coletivos. Daí a preocupação maior da nossa chapa em consolidar uma gestão à frente da AMB com o olhar no futuro.

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Só uma candidatura construída sobre pilares democráticos será capaz de implantar, efetivamente, uma gestão plural e participativa. Esse foi o ponto principal destacado por mim nesta quinta-feira (22), ao visitar a sede da Associação dos Magistrados Mineiros (Amagis-MG), em Belo Horizonte. Na ocasião, apresentei à Diretoria as propostas da nossa chapa para a AMB.

Na Amagis, fui recebido pelo presidente, juiz Bruno Terra, e diretores. Acompanharam-me na visita, o desembargador Antonio Siqueira e a juíza Márcia Cunha, presidente e secretária-feral da Associação dos Magistrados do Rio de Janeiro (Amaerj), respectivamente, e o presidente Amagis-DF, juiz Aiston Henrique de Sousa.

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POR UMA ASSOCIAÇÃO NACIONAL FORTE, INDEPENDENTE E DEMOCRÁTICA
                
 
   Colegas,

Estamos chegando ao fim de mais uma gestão na AMB. É o momento de definirmos qual a Associação que queremos para o próximo triênio.

A magistratura tem avançado como protagonista no cenário nacional e muito se deve à atuação da AMB, que tem resgatado a importância do juiz, posicionando-se, sempre, em defesa da sociedade nos temas que envolvem a Justiça, os princípios republicanos e o Estado Democrático de Direito. A Associação não tem vacilado em levantar sua voz e firmar posição diante dos temas polêmicos em discussão. Foi assim em relação ao fim do nepotismo, ao combate à corrupção e pela ética na política, à defesa do fim da contribuição previdenciária para aposentados e pensionistas e à efetividade no pagamento dos precatórios.

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