É irrefutável a importância histórica do associativismo como fenômeno de ação coletiva no processo de transformação e conquistas sociais. Foi a partir da união de forças e de ideais comuns que sociedades de vários países conseguiram enfrentar processos de industrialização e de urbanização avassaladores, mesmo que convivendo com o descrédito nos sistemas de representatividade formal do Estado.
Ao longo da história, importantes conquistas foram obtidas a partir da luta associativa. O associativismo mostrou-se tão imprescindível à sociedade que conseguiu até mesmo fortalecer a imagem e imprimir credibilidade a instituições até então desacreditadas.
Agenda positiva também no Rio Grande do Sul. Em dois dias de reuniões e franco diálogo com magistrados gaúchos, destaquei um dos pontos vitais da nossa proposta para a AMB: a união. Distâncias e diferenças regionais de um país imenso como o nosso, antes de nos separar, servem para nos unir, considerando que as causas maiores que movem a AMB - a preservação e defesa das prerrogativas da magistratura - são unas e indivisíveis
Foi essa a tônica da reunião que mantive, nesta quarta-feira (14), na sede administrativa da AJURIS. Ao lado dos colegas e apoiadores João Ricardo dos Santos Costa, que preside a entidade, e do assessor da Presidência, juiz Eugênio Terra, apresentei o nosso projeto para a AMB e evidenciei o papel de destaque da AJURIS em todas as conquistas obtidas pela magistratura nacional.
Uma das vertentes do associativismo que mais me fascinam é a capacidade de romper fronteiras, aproximar pessoas de uma mesma categoria profissional e unir ideais. Fazer parte de um movimento com esta característica nos passa uma energia quase inexplicável. É como se houvesse uma coalizão de forças em torno de um objetivo coletivo.
Na semana que passou, tive a oportunidade de sentir tudo isso com mais intensidade, ao receber colegas magistrados de quatro estados que aqui vieram para a reunião da coordenação da minha candidatura à Presidência da AMB.
Não sei se pelo clima contagiante da Copa ou pelo calor das fogueiras juninas, o fato é que a presença deles em São Luís consolidou a minha convicção de que as grandes conquistas são alcançadas com mais facilidade quando há uma equipe coesa e determinada.
Sob os auspícios dos folguedos juninos, recepcionei, com grande satisfação, os colegas Antonio Siqueira (AMAERJ), Andrè Vilela (AMATRA1), Eugênio Terra (AMB), Giordane Dourado (ASMAC) e João Ricardo (AJURIS) no AMMARRIÊ, a tradicional festa junina da Associação dos Magistrados do Maranhão (AMMA). Infelizmente o Antonio Silveira (AMPB) não pôde ficar para a festa. Foram momentos de descontração, em que todos puderam apreciar a beleza do folclore maranhense.
Acabo de completar a primeira fase de construção da minha candidatura à Presidência da AMB com a convicção de que a elaboração de um projeto plural e diversificado, que promova a defesa das prerrogativas da carreira, é a maior ansiedade da magistratura brasileira.
Nesta primeira etapa visitei 18 estados da Federação, ocasião em que estabeleci um diálogo franco e aberto com os representantes da magistratura estadual e trabalhista das associações filiadas à AMB.
Esta minha caminhada tem sido um dos momentos mais importantes já experimentados na atividade associativa por mim desenvolvida desde 2003 quando fui eleito vice-presidente da Associação dos Magistrados do Maranhão, o meu primeiro mandato associativo.
Gervásio Protásio dos Santos Junior - Presidente da Associação dos Magistrados do Maranhão - AMMA
Um sistema político consolidado em bases democráticas produz melhores resultados. É certo que aquele que não seja assim constituído resulta no imobilismo típico de governos de elite. O Poder Judiciário brasileiro, por tudo aquilo que representa à sociedade, não deveria se furtar a esta regra. Mas a força de um viés elitista e minoritário insiste em manter afastados os juízes de primeiro grau da construção de um sistema Judiciário democrático, aberto e transparente.