30/05/2010 21h22

O juiz, na qualidade de agente político, é responsável pelos resultados diretos da sua unidade judicial. Porém, são necessárias algumas medidas que estão ao seu alcance e que podem, se adotadas, melhor potencializar o resultado do seu trabalho.

São medidas simples, como gerenciar bem o seu tempo disponível, as suas relações com os funcionários do cartório, com as partes e com os advogados. Estabelecer rotinas que facilitem o desenvolvimento das atividades, identificar as queixas em relação ao funcionamento da unidade judiciária e tentar superá-las.

 É claro que só essas medidas, sem uma boa gestão da administração do Judiciário, não serão suficientes para superar o gargalo na prestação jurisdicional, mas sem dúvida podem melhorar o desempenho do próprio magistrado.

O inverso também não deixa de ser verdadeiro. Mesmo que a administração do Tribunal adote todas as providências necessárias, o desempenho da unidade judiciária sempre dependerá da atuação do magistrado, inclusive no quesito organização, porque não somos uma mera peça na estrutura, mas agentes políticos responsáveis pelo desempenho da Vara pela qual somos responsáveis.

Quando o CNJ se propõe a capacitar os magistrados para a gestão administrativa não significa dizer que, futuramente, sejamos cobrados pelo gerenciamento das nossas Varas, mas pela qualidade da nossa atividade fim, ou seja, pela qualidade  da prestação do serviço jurisdicional. Tudo isso pode produzir, ao fim, um resultado positivo para a Justiça e para a sociedade.

Tags: artigo, trajetória   Compartilhe: