18/08/2010 19h28
Construí a minha trajetória no movimento associativo sobre três pilares: respeito aos meus colegas, sejam eles de que segmento for ou de qualquer estado; luta constante em defesa das prerrogativas da magistratura e posicionamentos democráticos.
Esta vertente do meu modo de pensar e agir não se verifica apenas hoje, a pouco mais de três meses das eleições para a presidência da AMB, cargo ao qual concorro pela Chapa AMBCOMVOCÊ, com muito orgulho. É um compromisso, firme e consolidado, de quem está engajado no movimento associativo há oito anos e faz dele não um trampolim para projetos pessoais, e sim, a construção conjunta, plural e democrática de um amplo projeto por conquistas que a magistratura tanto anseia.
Comecei no associativismo em 2003, na condição de vice-presidente da Associação dos Magistrados do Maranhão. Ao lado do colega Ronaldo Maciel, então presidente, iniciamos uma luta que resultou na valorização do Judiciário maranhense em âmbito nacional.
Coragem e independência não me faltaram para denunciar, já no exercício da Presidência da AMMA (2007/2008 e 2009/2010), a falta de estrutura para a magistratura de 1º grau e para cobrar melhores condições de trabalho aos juízes e serventuários do Judiciário.
E mais: coragem e independência também não me faltaram para lutar, no âmbito do Tribunal de Justiça do Maranhão, pela participação de representantes da magistratura de 1º grau no comitê de elaboração do planejamento orçamentário do Judiciário maranhense. E foram muitas outras bandeiras vitoriosas.
Cabe registrar que todas as nossas principais reivindicações resultaram em vitória para a magistratura. Tudo isso é fruto do associativismo combativo do qual NUNCA me furtei e no qual me manterei na trincheira do bom combate, seja qual for o resultado destas eleições.
Escorregam, ainda, em inverdades, quando atribuem a mim ser adepto do continuísmo. Ora, quem me conhece sabe muito bem que sempre abri os meus próprios caminhos. Luto e sempre lutei por aquilo que acredito e nós que integramos a Chapa AMBCOMVOCÊ acreditamos, sim, na construção de um associativismo democrático.
É o conjunto da magistratura que fala. São os anseios e necessidades da magistratura, como um todo, que vão pautar a minha atuação na AMB. E os que chamam isso de continuísmo, talvez não conheçam o que seja democracia e pluralidade.
Feitas as devidas apresentações, cabe esclarecer que não se constrói um associativismo sério e combativo disparando inverdades contra quem quer que seja. A minha história no movimento, por si só, já é suficiente para assegurar que tenho a coragem e a independência necessárias para enfrentar os desafios que a magistratura tanto exige. Portanto, espalhar dúvidas sobre a minha conduta é estar na contramão da ética que se espera dos bons combatentes.